2º ano EM - PET – semana 18.05 – 22.05.2020
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Texto: Dissertativo-argumentativo
Parte 1
É uma modalidade de texto em que
se defende um ponto de vista. Nele a argumentação é importante, uma vez que
apresenta fundamentos para sustentar a tese. Quando o produzimos, devemos
observar certas normas de organização bastante particulares.
Parte 2
Em geral, para se obter maior clareza na exposição
do ponto de vista, organiza-se em três partes:
Introdução:
apresenta-se a ideia ou o ponto de vista que será defendido.
Desenvolvimento
ou argumentação: desenvolve-se o
ponto de vista (para convencer o leitor, é preciso usar uma sólida
argumentação, citar exemplos, recorrer a opiniões de especialistas, fornecer
dados, etc).
Conclusão:
dá-se um fecho coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados.
Parte 3
Por suas características, o texto argumentativo
requer uma linguagem mais sóbria, denotativa. O uso da figura de linguagem deve
ser com valor argumentativo. As orações devem se dispor, de preferência, em
ordem direta.
Parte 4
É preferível o uso da terceira pessoa,
caracterizando o texto argumentativo objetivo. O texto argumentativo não
apresenta uma progressão temporal; os conceitos são genéricos, abstratos e, em
geral não se prendem a uma situação de tempo e espaço. Por isso os verbos no
presente. Trabalha-se com períodos compostos, com o encadeamento de ideias; nesse
tipo de construção, o adequado emprego dos conectores (preposições, conjunções
e pronomes relativos) é fundamental para obter um texto claro, coerente, coeso
e elegante.
APRESENTANDO UM MODELO DE TEXTO
DISSERTATIVO
Modelo de Dissertação-Argumentativa
Meio-ambiente e
tecnologia: não há contraste, há solução
Uma das maiores preocupações do
século XXI é a preservação ambiental, fator que envolve o futuro do planeta e,
consequentemente, a sobrevivência humana. Contraditoriamente, esses problemas
da natureza, quando analisados, são equivocadamente colocados em oposição à
tecnologia.
O paradoxo acontece porque, de
certa forma, o avanço tem um preço a se pagar. As indústrias, por exemplo, que
são costumeiramente ligadas ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de
CO2 (Carbono), responsáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por
conseguinte, problemas ambientais que afetam a população.
Mas,
se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos contrastes com o
meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar os ecossistemas do planeta é
mais do que avanço, é uma questão de continuidade das espécies animais e
vegetais, incluindo-se principalmente nós, humanos. As pesquisas acontecem a
todo o momento e, dessa forma, podemos considerá-las parceiras na busca por
soluções a essa problemática.
O desenvolvimento de projetos
científicos que visem a amenizar os transtornos causados à Terra é plenamente
possível e real. A era tecnológica precisa atuar a serviço do bem-estar, da
qualidade de vida, muito mais do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas
circunstâncias não existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação
direta que poderá se transformar na salvação do mundo.
Portanto,
as universidades e instituições de pesquisas em geral precisam agir rapidamente
na elaboração de pacotes científicos com vistas a combater os resultados
caóticos da falta de conscientização humana. Nada melhor do que a ciência para
direcionar formas práticas de amenizarmos a “ferida” que tomou conta do nosso
Planeta Azul.
